E a tal da faculdade que inventei fazer depois de velha está a me consumir!
Arquitetura é um bem que não se acaba, é detalhe, é história é gente e é trabalho, trabalho, trabalho. Parece bobagem e também parece que me repito mas, com o tempo passando e o fim se aproximando, cada vez mais conheço o que não sabia sobre o além "glamour" da profissão. O belo é pura consequência de um bom trabalho que, para ser assim, tem que carregar, durante a sua produção, um peso de pesquisas, preocupações, técnicas e detalhes que só quem o faz pode perceber.
Bom seria se todos fizessem uma mínima idéia do que é "arquitetar". Bom seria se todos pudessem perceber que a moradia, as cidades, os espaços, tudo é fruto de alguma arquitetura, que quando nos sentimos bem ou mal em um lugar, certamente vai haver aí uma influência forte do que está construído ao redor, seja ele de jardins, edificações, ruas, cidades...
Bom seria se a sociedade soubesse, na alma, que todos têm direito a seu pedaço de chão, seu piso, seu apoio. Igualdade é isto, o direito a moradia, a identidade, um endereço. Um cidadão que existe e pode ser encontrado. Morar e viver espaços respondem às necessidade individuais e ao mesmo tempo refletem a história dos homens. Responder a isto tudo é pensar e fazer arquitetura.
E, cada vez mais, me respeito como "escolhedora"desta atividade, assim mesmo, antes tarde do que nunca, exaurida, acabada, triste e alegre, confiante e insegura mas respeitadora da mais antiga das profissões que surgiu quando o homem descobriu que podia construir abrigo, que podia se agregar em tribos e que, mais ainda, podia melhorar sempre sua vida, seu lugar, sua cidade, seu país.










