domingo, 11 de abril de 2010

Este tal de blog é um bom companheiro pois, mesmo depois de tempos de abandono total, aceita nossa presença com muita humildade deixando que façamos com ele o que bem entendemos. Sua compreensão é fora de série. É como um diário antigo mas com a diferença de que, os antigos, eram trancados a sete chaves e os modernos, cibernéticos, se abrem para uma rede incontrolável e democrática. São diferenças que, para mim, não, mudam o conteúdo e, um dia, daqui a muitos, vai servir de roteiro de conhecimento de vidas e costumes garimpados de informações deixadas e, talvez, reconhecidas como achados arqueológicos.
Mas vamos ao ponto: minha querida Fê se foi mais uma vez rodar mundo. Austrália, estudos, passeios, amizades novas... É isto que ela gosta de fazer, não parar nunca e, se hoje fosse dito por minha avó, parece que "tem bicho carpinteiro no corpo".
Quanta diferença!
Minha outra querida, Ju, adora ficar a redor de si mesma e dos amigos. A presença de todos, mesmo que longe do dia a dia, está sempre à mão e o conhecido, para ela, é seguro e confortável.
As duas retiram felicidade de fontes diferentes mas entregam o que retiram de suas vidas com muito carinho para todos.
São lindas! E como é bom tê-las perto do coração.
Vim até aqui hoje só mesmo par postar este depoimento que estava latente já há tempos mas vivo sem encontrar tempo ou internet confiável para acessar este espaço.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Bichos amigos







Coisa boa é ter amigos e companheiros. Este é o caso de quem tem e gosta de cachorro, gato... e/ou bichos em geral. Lindos, são "pau para toda obra" e juntos de quem os trata bem e com carinho, formam familias que com harmonia demonstram o que o amor pode fazer por nós. Melhora a saúde, a convivência e a vida.
Estas fotos foram tiradas por Fernanda, minha filha, que engenheira, almeja ser fotógrafa e ama este bichos lá de casa. Goldens, vira-latas, gato sem raça, todos formando um grupo unido e muito gostoso.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Inhotim II






Sabem de uma coisa? Não fui a Inhotim!!!!! Choveu e adiamos mas, agora, quando resolvi escrever, já em dezembro posso contar que não fui em outubro mas fui em dezembro e ADOREI. De moto, em um dia lindo e muito quente, descendo pela Serra da Moeda e, passando por fazendas e sítios lindos, chegamos, sem erro por volta das 10:00 da manhã. Não tinha levado câmera mas até isto está previsto e, na recepção, você pode alugar uma e na saída, quando devolver, receber um CD com suas fotos gravadas em uma embalagem elegante e cheia de charme. Nossa! Como vale à pena conhecer e aproveitar o lugar. É lindo e inteligente, educado e gostoso. Digo gostoso também por que, dentro do museu tem restaurantes de se tirar o chapéu e almoçar rezando, agradecendo a graça de poder estar lá. Se for em boa companhia então...Nem se fala.
Foi tão bom que nos prometemos voltar quando pudermos e levar conosco nossas queridas que amamos tanto e que ficam constantemte sendo lembradas como futuras acompanhantes em lugares como este.
Volto em breve.

sábado, 10 de outubro de 2009

Inhotin

Nossa! Quanto tempo distante daqui! E olha que não faltam ensaios e vontades mas o tempo distrai e a internet ruim desanima mas hoje, lendo alguns blogs de amigos fiquei envergonhada com meu descaso e resolvi escrever, para solucionar um problema de mim mesma, dizendo o quanto podemos nos descobrir "estateladas" do não fazer coisas que adoramos. Adoro escrever aqui mas ando distraída.
Foi um tempo em que estudei muito, trabalhei um pouco, recebi filha de longe, descobri o cerne da filha de perto, me vi, cada vez mais, entranhada e emaranhada na vida que construo a cada dia... E concluí que este é meu caminho, minha escolha. E olha que escolha!
Meu marido, que a 35 anos é companheiro, remoçou e comprou uma moto que pode carregar a nós dois com maestria e viramos motoqueiros. Nos equipamos por completo com capacetes, roupas, bagagens, alforjes e viajamos por estradas que nos apetecem. Fomos ao Rio, Petrópolis, Itaipava. Vamos a São Paulo e programamos ir ao Chile. Mas vamos mesmo , agora, amanhã, visitar o Museu do Inhotin. Estamos nos prometendo conhecer este espaço já fazem alguns meses. Dormiremos em BH e, quem sabe, retornamos na segunda?
Voltamos a status da juventude, livres. Podemos sair sem avisar e voltar quando quisermos. Ficar aonde der vontade e curtir as paisagens que escolhermos.
As filhas já grandinhas e a familia distraída, talvez, não dêem por falta logo. Quem sabe os cachorros, o gato, as galinhas? Mas se as vasilhas de ração estiverem abastecidas, talvez, nem eles.
Nossa casa é auto suficiente, tem quem cuide, podemos pagar por isto e assim, soltamos as amarras. Nos compramos livres. Hoje viramos escravos de nós mesmos e isto é uma p... liberdade.
Na volta da viajem de amanhã conto como foi e posto o que puder de fotos e imagens. Quem sabe inspiraremos outro "jovens" a seguir este caminho.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Consequências

Com a idade vem as consequências de atitudes tomadas durante toda uma vida. Falta previdência, falta beleza, falta energia, faltam companias, falta coragem... Sobram lembranças, dívidas, idignações, cabelos brancos... Boas ou ruins, confortáveis ou não, estas tais consequências, com o tempo e sem desculpa, fazem com que a solidão e a tristeza passem a ser companheiras inseparáveis. E a força para "chutar o balbe ou o pau da barraca" fica cada vez mais longe.
E o tempo passa, e a acomodação chega, e o medo se instala.
A maturidade traz qualidade mas, sem notar, escraviza e limita.
E inventamos então, a toda hora, assuntos e desculpas para ocupar espaços, para distrair a cabeça, para enganar o tempo.
E, como se fossemos úteis, passamos a viver a ilusão de que soubemos escolher.

domingo, 24 de maio de 2009

Lindos filhotes

Não exite coisa mais deliciosas que pequenos
filhotes de Golden. Foram 8 que nasceram em 31 de março e hoje vão embora, três de uma só vez.
Despedida é muito ruim mas o consolo é que todos vão para novas casas cumprir a função de conquistar até o coração mais duro. Esta conquista normalmente, pra eles, é fácil pois o carisma desta raça é incontestável. Deliciem-se com estas últimas imagens.



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terça-feira, 19 de maio de 2009

Enlou-cresça - Carlos Drumond de Andrade

Este é um dos muitos textos que guardo comigo. É tão simples que fica agarrado no coração sem pesar e, impresso, manchado, antigo, vive pendurado na parede da minha casa.
Aí vai ele:

"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil por que namorado de verdade é muito raro. Necesita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito , mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição.

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduiche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor com a infelicidade. Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar...

Não tem namorado que não sabe o valor das mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa um filme; de flor catada no muro e entregue derrepente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada, quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico, foguete interplanetário.

Não tem namorado que não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beiras d'água, show do Miltom Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir; quem curte sem se aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado derrepente no fim de semana, na madrugado ou meio dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado por que não decobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fadas. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flautas e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é por que ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e derrepente parecer que faz sentido."
Enlou-cresça